Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 04/11/2020
Sistema carcerário brasileiro
Ao longo de milhares de anos as diversas sociedades foram evoluindo e buscando melhorar as condições de vida de seus cidadãos, mas existe algo que nunca mudou entre todo esse tempo, a existência de ladrões, malfeitores, assassinos, traficantes, pessoas que perturbam, atrapalham e interrompem a vida de outras.
Por causa disso, desde as primeiras civilizações humanas, qualquer tipo de organização em forma de cidades, reinos, feudos, condados, países contam com uma prisão, penitenciária ou algum lugar semelhante. Nela, essas pessoas que representam perigo para outras deveriam se manter por um determinado tempo.
Atualmente, no Brasil, dependendo do crime em que um indivíduo foi acusado, ele deve aguardar o julgamento atrás das grades junto com outros detentos. Isso acaba agravando a situação já crítica do sistema penitenciário brasileiro, que está sofrendo uma superlotação pela alta demanda de vagas para suportar os acusados e condenados por crimes.
Com as celas lotadas, um grande números de presos e uma condição decadente dentro das principais prisões do país fica cada vez mais difícil ter controle do que acontece dentro dos presídios. Por isso as rebeliões, a criação de facções internas e até mesmo os casos de morte são cada vez maiores. Existe uma relação desproporcional entre o número de presos e o número de profissionais para cuidar de todos.
Fora isso, existe também o problema fora das grades, que são as famílias e o futuro dos detentos. Muitas vezes a maior preocupação fica entorno do motivo pelo qual a pessoa for presa, quando na verdade deveríamos nos preocupar com o que ela vai fazer quando entrar em liberdade. A forma como ela pode ser reinserida na sociedade, no mercado de trabalho para evitar que ela recorra mais uma vez ao mundo dos crimes.
Dessa forma, se fossem construídas novas celas para abrigar o número de presos, juntamente com uma seleção daqueles que aguardam o julgamento, a superlotação poderia se resolver. Fornecer algum tipo de educação, ou algo que agregue conhecimento para os detentos pode auxiliar no seu futuro e na sua adaptação ao mercado de trabalho quando for liberto. Ensinando os valores e mostrando que existem outras alternativas para se viver diminuímos as chances dele voltar a cometer os mesmo crimes.