Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/11/2020
A violência tomou posse nas ruas do Brasil, o que mostra que o aprisionamento não trás segurança. A sociedade pensa que prendendo todos os bandidos e traficantes as cidades ficarão mais seguras, mas isso mostra o quão fantasiosa é a nossa mente. O sistema carcerário brasileiro está saturado, essa situação deplorável não é só reflexo da crise econômica brasileira, mas sim do sistema judicial que não se responsabiliza pelas condições precárias.
Primeiramente, além da superlotação nas prisões, a má infraestrutura acarreta inúmeros problemas para os encarcerados, fazendo com que eles passem por uma luta diária, sem saber o que esperar do próximo dia. Contemporaneamente as cadeias não são lugares com condições aceitáveis para um ser humano viver, há falta de condições básicas. 31% das prisões no Brasil não tem assistência médica, o que é incabível em pleno século XXI.
Outro problema é a negligência ás condições higiênicas, nas celas além de detentos há ratos, bactérias e vírus circulando pelo local. Nana Queiroz faz uma crítica aos presídios em seu livro: “Presos que menstruam”, dando ênfase no lado feminino, ela mostra que além de todos os crimes que o individuo possa ter cometido, a mulher ainda é um ser humano, ela ainda menstrua, ela ainda cria filho. Não há cuidado íntimo, não tem absorvente!
Portanto, é necessário o aumento das prisões no Brasil. Para isso, cabe governo disponibilizar uma maior verba por meio de criação de ONG’s a fim de acabar com a superlotação nas cadeias, deixando um ambiente mais propicio para a moradia. Além disso, o sistema judicial deve melhorar a infraestrutura dos locais e investir nas condições básicas por intermédio da ajuda do poder público para que não ocorra mais vivências em situações desumanas. Assim a situação implacável em que os presidiários estão vivendo, não ocorrerá mais, garantindo um local bem estruturado.