Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 11/01/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas mantinham os condenados nos lugares mais desumanos possíveis: os campos de concentração. Entretanto embora não haja torturas como naquela época, o sistema carcerário brasileiro sofre com uma precária infraestrutura e um atraso no modelo de tratamento com o condenado, e desta maneira, há pouco avanço no processo de ressocialização. Nesse sentido, rever a situação social e cultural em que o penitenciário está inserido é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Primeiramente, é válido destacar a péssima infraestrutura dos presídios faz com que os detentos tenham uma luta diária pela sobrevivência. Segundo a pesquisa do Conselho Nacional de Justiça, 99% das prisões brasileiras têm problemas de superlotação, deterioração das celas e até falta de água potável. Sob essa ótica, a falta de saneamento básico, as superlotações de celas e a falta de médicos para tratar os presos geram o aumento do número de doenças bacterianas e parasitoses. Além disso, por estarem em regime fechado, esses presos tem pouca voz ativa para a cobrança de melhorias e, muitas vezes, são ignorados pela sociedade por conta dos crimes cometidos. Dessa forma, fica inviável, e até fere os direitos humanos, manter os condenados dentro desses presídios, mas principalmente recuperar essas pessoas para voltarem ao convívio social.
Ademais, outro problema pouco destacado é a forma de ressocialização praticada nos presídios brasileiros. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional, cerca de 20% dos presos exercem alguma atividade laboral e 1 a cada 10 estudam. Sob essa ótica, apesar de haver alguns estímulos, como, por exemplo, que a cada 3 dias de trabalho diminui 1 dia na pena, os empregos oferecidos aos detentos, muitas vezes, não os qualificam em praticamente nada. Além do mais, quando são postos em liberdade, se deparam com poucas vagas de emprego por conta do sistema exigir capacitância técnica em muitas funções e uma sociedade que estereotipa muito as pessoas que cumprem suas penas. Desse modo, o processo de cumprimento de pena e de ressocialização é ineficaz e somente amplia o número de criminosos da maneira como é praticado.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado amplie o número de presídios e reforme os que estão sem nenhuma condição de uso, por meio da ampliação dos recursos financeiros para que essas obras sejam feitas com urgência e qualidade. A fim de que haja recursos estruturais e mais oportunidades de educação e cursos técnicos para que os detentos possam ter a oportunidade de estudar e se capacitar. Assim, haverá mais humanização nos presídios, uma diminuição no número de reincidentes e uma igualdade social maior no Brasil.