Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 20/03/2021

Ciclo vicioso

Não é mistério que a vida em sociedade traz diversos desafios. Entre eles, a segurança é cada vez mais discutida, uma vez que a violência apenas aumenta no Brasil. Sendo assim, os presídios passam a ficar superlotados, fato que não apresenta índices de diminuição. Desta maneira, questiona-se a eficácia do sistema carcerário do país, que no lugar de diminuir a violência, apenas a agrava a longo prazo.

De acordo com o Tribunal de Justiça, um a cada três presos responde por tráfico de drogas. Entretanto, a maioria dos presidiários não são os comandantes de tais operações criminosas. Ou seja, o preso de hoje não afeta as operações de amanhã, pois já haverá um novo indivíduo no seu lugar. Para além disso, de acordo com o Departamento Penintenciário Nacional, quarenta por cento dos presos não são julgados, visto que não há defensores públicos suficientemente. Destarte, a extrema acumulação de pessoas é consequência de uma série de más resoluções, que acontecem previamente à prisão.

Além do mais, na maioria dos casos, o crime é uma escolha feita por falta de melhores oportunidades. Isso se dá pelo baixo nível de educação, moradia precária etc. A criminalidade aparece, portanto, para pessoas já vulnerabilizadas, que nunca tiveram uma rede de apoio para se apoiar. Em vista disso, quando presas, tais pessoas não são proporcionadas à uma melhora de perspectiva, uma vez que o ambiente estimula, majoritariamente, a violência.

Consequentemente, o sistema carcerário se mostra ineficiente no país. Mediante esta situação, poderia se considerar o investimento por parte do Ministério da Educação na educação básica e de qualidade para todos, que contribuiria para a quebra do ciclo de pobreza. Ademais, O Ministério da Justiça e da Segurança Pública deveria trabalhar em um sistema efetivo de inserção dos ex-presidiários na sociedade, no qual se oferecesse oportunidades de trabalhos legais.