Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 24/03/2021
O sistema carcerário tem como objetivo, teoricamente, reeducar seus respectivos presidiários, para que eles saiam da cadeia com o desejo de reestruturarem suas vidas, possuindo acesso a novas oportunidades, para que assim não tenham que viver do crime e não sejam colocados em cárcere novamente. Porém, o Brasil é marcado pela desigualdade social, a qual obriga pessoas pobres a cometerem crimes para que possam sobreviver, e quando as mesmas são levadas à prisão, sofrem ainda mais quando saem dela, pois o sistema carcerário brasileiro está repleto de problemas e falhas. Na obra literária Estação Carandiru, de Drauzio Varella, o mesmo escreve sobre relatos que ouviu dos prisoneiros quando trabalhou como médico voluntário na Casa de Detenção de São Paulo. No livro há relatos sobre como a vida dos detentos era precária antes da prisão, além de expor diversos problemas da penitenciária.
Primeiramente, o Brasil é o quarto país no mundo onde há mais pessoas presas, e o primeiro onde mais cresce esse número. Partindo disso, observa-se que existe um grave problema de superlotação dos presídios. Esse problema deriva, além da pouca construção de presídios e baixo envio de verba para a manutenção dos mesmos por parte do Governo Federal, mas também da prisão de pessoas pobres moradoras das favelas, que são feitas em decorrência de roubos ou tráfico de drogas, tais delitos que são, em sua maioria, cometidos por eles devido a uma questão de sobrevivência, já que os mesmos vivem em condições precárias e precisam de uma fonte de renda.
Partindo disso, outro problema existente é a negligência dos presídios para com os detentos, vendo que quando eles saem da prisão acabam, muitas vezes, retornando ao mundo crime, já que não foram preparados para voltar a viver em sociedade, trabalho que deveria ser efetuado pelas penitenciárias. Ou seja, as prisões falham em sua missão de resolver o problema da criminalidade no Brasil, vendo que elas só o mascaram, só oferecem uma ilusão de proteção a sociedade.
Com isso, conclui-se que para melhorar a qualidade de vida dentro das prisões precisa-se que mais verba seja enviada pelo Governo Federal para a manutenção e construção de mais presídios, dessa maneira evitando superlotações. Também é necessário que, a partir dessa verba enviada pelo Estado, haja a contratação de assistentes sociais nas penitenciárias para efetuar uma ressocialização e reeducação dos detentos. Dessa maneira, os presos teriam mais oportunidades de restabelecer suas vidas pós-prisão, aumentando a chances dos mesmos nunca mais voltarem à elas.