Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 26/03/2021

O que os olhos não veem, a sociedade consente

Na reportagem do programa “Profissão Repórter”, exibido pela rede Globo, a equipe retrata as péssimas circunstâncias em que se encontram as penitenciárias brasileiras, expondo as más condições sanitárias, superlotação das celas, grande propagação de doenças, entre outros. Além disso, a falta de oportunidades de estudo e trabalho dentro das cadeias dificultam o processo de reinserção dos presos na sociedade, gerando um ciclo no qual os mesmos voltam a cometer crimes ao final da pena. Assim, é necessário analisar os problemas que o sistema carcerário está causando, quando deveria agir em prol da sociedade.

A máxima “bandido bom é bandido morto” parece estar se tornando cada vez mais literal, uma vez que os presidiários são mantidos em condições desumanas, com ratos, falta de água potável e alimentos e superlotação, gerando, assim, uma disputa diária pela sobrevivência e uma revolta contra a população na qual deveriam ser reinseridos. Logo, são colocados à beira do descaso, para além da visão da sociedade, causando a ilusão de que não existem problemas se não é possível vê-los.

Ademais, nota-se um aumento do público feminino nas prisões, o que causa desestabilização de famílias inteiras. Na maioria das vezes, são envolvidas no crime pelos parceiros, que já fazem parte de  organizações ilegais, e acabam sendo encarceradas e abandonando os filhos, que se tornam vítimas dessa situação cíclica. Outrossim, as mulheres sofrem ainda mais com a precariedade nas condições de higiene, pois carecem de atendimento médico ginecológico, especialmente as gestantes.

Assim sendo, são necessários investimentos em educação pública de qualidade, para que os jovens possam enxergar a escola como primeira opção em busca de melhores condições de vida. Além disso, é crucial mudar a forma de tratamento dentro das penitenciárias, oferecendo cursos de educação básica, profissionalizantes e trabalhos, para que possam ser devidamente reinseridos na sociedade.