Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 26/03/2021

Sistema carcerario: o sistema exclusivo.

O sistema carcerário brasileiro gera muitos debates, principalmente quando o assunto é investimento nesse sistema. Muitos acreditam que a punição é mais importante que a reinserção na sociedade. Porém, deixar uma pessoa presa apenas sofrendo punições, sem uma perspectiva de futuro, primeiramente é desumano e segundamente não irá resolver nenhum problema social relacionado ao crime, visto que quando essa pessoa for liberta ela voltará nas mesmas condições.

O fator iniciante para o mau funcionamento do sistema carcerário é o racismo. O diferente julgamento entre uma pessoa pobre e outra rica, ou uma negra e uma branca é muito perceptível. O documentário “Juízo” retrata muito bem esse fenômeno quando uma juíza branca fala com os réus sem nenhuma empatia e respeito por suas histórias.

Outro problema é a não reinserção dessas pessoas na sociedade. Além de sofrerem grande discriminação, por conta de preconceitos sociais, essas pessoas muitas vezes não conseguem empregos, gerando mais desemprego e desigualdade social, fazendo com que a pessoa volte para o crime para conseguir sustentar a família.

A superlotação das cadeias é um fato preocupante. Em uma cela que caberiam até 8 pessoas estão 13, e o custo de cada preso é de aproximadamente 2.400 reais. Como não existe esse dinheiro para a manutenção de presídios e dos custos dos presidiários, a saúde desses ficam prejudicadas e a violência e homicídios aumentam por conta da proximidade de gangues, causada também pela lotação. Em média 40% dos presos ainda não foram julgados, sendo que esses não precisam ficar presos pois nem existem provas de que cometeram algum crime e esse é um dos grandes motivos dessa lotação.

Tendo visto os argumentos apresentados seria necessário uma modificação da lei, feita pelo governo, para que não seja possível prender alguem sem provas, visando a diminuição da superlotação dos presídios, prevenindo doenças e violência entre os presidiários. E principalmente políticas estaduais de reinserção dessas pessoas na sociedade, como bolsas de estudo e concursos públicos para que essas não precisem voltar ao crime. Junto com a educação nas escolas sobre esse tema para a conscientização da população e prevenção de possíveis preconceitos.