Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 14/04/2021
Na obra, Vigiar e Punir, do filósofo, Michel Fucault, este destaca a detestável solução que é a prisão, pois quando não é inútil, é perigosa, posicionamento que se encaixava, sublimemente, no sistema carcerário brasileiro, que nem o reinsere na sociedade e nem trabalha para que estes não sejam reincidentes. Mas o problema do Brasil, é mais profundo, falhamos, também, no âmbito educacional, falha essa, que intensifica as desigualdades sociais.
Diante desse cenário, até 2016, a reincidência de presos no Brasil, atingia mais de 70%, dados consoantes ao sistema prisional que temos -superlotação, proliferação de doenças e a presença de facções criminosas- o qual possibilita que, presos por furtos, socializem com grupos criminosos, e esses, conforme o pensamento de Michel Foucault, sairão mais perigosos e com grande chance de reincidirem.
Outrossim, a educação no Brasil, deixa a desejar, essa falha, reflete, diretamente, nos índices de violência, isso torna-se evidente no fime, Cidade de Deus, onde acompanhamos jovens que cresceram imersos a desigualdade social, decorrente do sistema capitalista, alguns deles acabam na vida da ilegalidade, mas, infelizmente, nesse caso, a ficção não difere da realidade, na qual o governo não oferece educação de qualidade a todos, fato que recai sobre o número de presos, negativamente.
Em síntese, é necessária uma reestruturação, por parte do Departamento Penitenciário Nacional, desde a organização dos presos, mediante seus delitos, até programas de reinserção na sociedade, em parceria com empresas privadas -disponibilizando vagas de emprego- e ONGs -trabalhando estratégias para o mercado de trabalho-. Em adição, investimento na educação é essencial, para que todos os jovens e adultos, possam sonhar com um futuroo promissor e a oportunidade de o concretizar, dessa forma, é possível uma redução no número de reclusos.