Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 19/08/2021
Evidentemente a taxa de ocupação dos presídios aumentou muito no Brasil nos últimos anos, principalmente nas grandes cidades. Dentre tantos fatores relevantes que corroboram para essa triste realidade destacam-se: a falta de investimentos na educação e o sistema de ressocialização precário.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a alta do número de detentos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os jovens não possuem assistência social digna nas escolas, deixando-os a margem da sociedade. Tal fator de displicência resulta em futuros delitos, assim superlotando as cadeias brasileiras. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o sistema de ressocialização falho como promotor do problema. Na música “Salve”, do grupo de rap Racionais Mc’s é citada a frase “As grades nunca vão prender nosso pensamento”. Partindo desse pressuposto, de nada adianta privar um ser de sua liberdade, senão não der a ele novas perspectivas da vida.
Diante do exposto acima fica claro que a superlotação dos presídios é uma realidade no Brasil, e medidas são necessárias. Portanto, o governo, deve investir na reeducação prisional, por meio de parcerias com empresas de ensino privadas, a fim dar ao detido uma formação técnica, ficando assim mais fácil a entrada do mesmo em empregos após cumprir sua determinada pena.