Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

No livro “Memórias do Cárcere”, de 1953, o escritor Graciliano Ramos, que foi preso durante o período do Estado Novo, relata na obra as péssimas condições de vida que existiam na prisão, como maus tratos por parte de policiais e a falta de higiene. Entretanto, nos dias de hoje o sistema carcerário brasileiro não é muito diferente, sendo que muitas prisões ficam hiperlotadas e os presos vivem em péssimas condições de vida, podendo até se contaminarem com doenças e posteriormente morrerem.

De ínicio, vale ressaltar que a falta de uma boa infraestrutura nas prisões é o primeiro motivo que ocasionam esses problemas. Ademais, a falta de interesse do governo sobre o assunto apenas piora a situação, pois manutenções e cuidados essenciais geralmente não são feitos pelos orgãos governamentais. Além disso, essa ausência governamental faz com que os detentos fiquem com raiva, podendo gerar rebeliões dentro das prisões, ocasionando em mortes.

Outrossim, esse evidente problema fica ainda pior para as mulheres, que mesmo ainda em menor número, sofrem com os mesmos problemas, como a falta de absorventes. Gestantes também sofrem com a falta de tratamentos médico, sendo que, a saúde é um direito para todos, como consta na Constituição. Assim sendo, fica evidente que a ausência governamental também é um problema para as mulheres, que vivem nas mesmas condições dos homens, e muitas as vezes, até pior.

Logo, ações contra o atual sistema carcerário são de extrema importância. O governo deve investir em extenções nas prisões, para que assim não gere lotação e uma má condição de vida, além de revoltas iminentes. Ademais, é importante que por meio do SUS, tanto homens quantos mulheres tenham direito básico á saúde, fazendo com que o número de mortes nas prisões decaia ainda mais. Dessa forma, os detentos poderão se reingressar de maneira mais fácil na sociedade, fazendo com que não cometam mais crimes e tenham um bom futuro pela frente.