Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

Na obra “Memórias do cárcere”, é relatada a experiência do autor Graciliano Ramos, o qual narra diversas cenas de maus tratos, péssimas condições de higiene e situações precárias de humanidade. Analogamente, essa infeliz situação ainda persiste na sociedade moderna brasileira, de modo que o sistema carcerário brasileiro ainda contém uma má infraestutura ofercidada aos detentos, assim como a excassa higiene oferecida às mulheres.

Em primeira análise, é necessário destacar o Massacre de Carandiru em 1922, o qual resultou na morte de 111 detidos, que visavam uma rebelião devido às superlotações das celas, em que não haviam as infraestruturas necessárias para abrigar uma grande quantidade de indivíduos. De forma análoga, a superlotação, deterioração das celas e até a falta de água pótavel - em alguns presídios brasileiros- provam o descaso que as autoridades e Estado apresentam sobre esse cenário, além de demonstrar a falta de subsídio à integridade humana. Logo, a má infraestrutura carcerária precisa ser solucionada.

Em segunda análise, é imprescendível analisar a realidade higiênica do público feminino. Desse modo, o livro “Presos que menstruam” mostra como os cuidados íntimos das mulheres são excluídos nas prisões brasileiras, vide a falta de distribuição de absorventes e  ausência de acompanhamento ginecológico. De modo que, esses aspectos revelam a falta de políticas públicas que prezem pela saúde da mulher, principalmente  os destinados às gestantes, as quais não possuem auxílio médico na maioria do sistema carcerário brasileiro.

Portanto, cabe ao Governo investir na extensão das cadeias com o intuitivo de evitar a superlotação, podendo usar temporariamente, caminhões “pipa” para suprir a carência de água potável. Além de, garantir o acesso a saúde pública realizando inspeções médicas, ao enviar equipes médicas às prisões de forma quinzenal, além de destribuir produtos básicos para higiene aos detentos, principalmente à feminina.