Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2021
Diante do sistema capitalismo implantado mundialmente desde a Guerra Fria, percebe-se um aumento gradual em relação a desigualdade, pobreza, violência e crimes.Assim é discutível as falhas que o sistema carcerário brasileiro apresenta. A partir disto, é possível destacar dois aspectos importantes: a superlotação e a exclusão de ex-presidiários nas comunidades.
Em primeira análise, a falta de infraestrutura para acomodar os detentos, gera e promove a superlotação nos presídios. O Brasil é o quarto país que mais possui presos e que números continuam a aumentar, e como resultado da pobre estrutura, não proporciona condições salubres e humanas para os presos. Conquanto, é possível concluir que a superlotação agrava e aumenta os conflitos dentro dos presídios, causando mais mortes e também violando os direitos humanos garantidos na Constituição de 1988.
Ademais, segundo o ex-político Nelson Mandela, ‘‘A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’’. Nessa perspectiva, existe uma falha na reinclusão desses indíviduos depois de sairem da cadeia, visto que muitos não conseguem ascender socialmente e financeiramente, e infelizmente voltam para a vida do crime. Sendo assim, há uma exclusão e negação destes na sociedade que em sua maioria são pobres e negros, o que certamente leva a reflexão feita na estrofe ‘‘é que o de cima sobe e o de baixo desce’’ da música ‘‘Xibom Bombom’’ de ‘‘As Meninas’’ em relação a cadeia hereditária e o capitalismo.
Em síntese, é necessário a adoção de medidas que venham amenizar os problemas presentes no sistema carcerário brasileiro. Por conseguinte, cabe ao Depen conjunto ao Governo Federal, fazer uma melhoria na infraestrutura e educação dada aos presidiários, por meio da construção de maiores cadeias que forneçam atividades educativas, a fim de que combatam a reincidência no crime. Somente assim, será possível um Brasil mais educado e solidário.