Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

Presos eternamente

Segundo o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), o Brasil é o 3º país com o maior número de pessoas presas no mundo. Esse dado reflete um sistema falho e desatualizado uma vez que cerca de 40% dos 773 mil presos não foram julgados ainda e oito a cada dez encarcerados retornam à vida criminosa. Apesar da gravidade do problema, é possível minimizá-lo por meio de ações concretas do governo e do conjunto de cidadãos.

Primeiramente, o Brasil possui um sistema que não explora todos os regimes de encarceramento que estão disponíveis, dentre diversos, opta pela maior parte dos casos o regime fechado, o que favorece ao elevado número de presos. Não somente como também, cerca de 310 mil pessoas estão presas provisoriamente, ou seja, não foram julgadas ainda, o que consta inocentes. Sendo assim, o procedimento hoje adotado pelo país é ineficaz.

Por conseguinte, a prisão, local onde o cidadão deveria ser reinserido na sociedade, no país, se mostra contrário. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a cada dez presos, oito voltam a cometer crimes. Sendo assim, com a finalidade de melhorar a reintegração de ex-presidiários na sociedade, é necessário uma reestruturação e um apoio ao cidadão pós encarceramento.

A fim de melhorar o sistema penitenciário adotado pelo país, o Ministério do Desenvolvimento Social deve, em parceria com o Ministério das Comunicações, criar campanhas e palestras quanto aos métodos de retorno ao mercado de trabalho, assim como também financiamento de cursos profissionalizantes. Isso deve ocorrer por meio de parcerias com instituições de ensino, a fim de capacitar este cidadão às exigências profissionais. Com isso será possível mudar a forma em que o ex-presidiário é visto pela sociedade, além de instruí-lo, e melhorar o mal do sistema carcerário atual.