Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2021
A série ‘‘Prison Break’’ da provedora de streaming Prime Video retrata o contexto carcerário e como a criminalidade tem facilidade para propagar-se dentro das prisões, objetos e informações proibidas sendo repassadas pela corrupção do próprio sistema. Evidentemente, o contexto fictício não se distancia da realidade brasileira, visto que a justiça do país é falha, os presidiários não agregam valor dentro da socieade, fato decorrente do descaso governamental e a escassez educacional. Dessa forma, é imprescindível analisar fatores para mitigar essa problemática.
A princípio, é importante salientar as falhas do Governo no sistema como um todo. O massacre na penitenciária de Alcaçuz em 2017 é um reflexo dessa negligência, os presídios encontram-se em péssimas condições e são alvos fáceis de motins organizados e incidentes os quais acarretam na morte de inúmeros presos, como ocorreu no Rio Grande do Norte, com 27 mortos. Logo, é necessário a reestruturação das cadeias brasileiras.
Outrossim, a falta de educação também é um fator que agrava esse entrave. Segundo Nelson Mandela, ativista africano, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, ou seja, a superlotação dos presídios acontece pela má formação educacional do país de governos anteriores. Por conseguinte, não ocorre uma autosustentabilidade desses locais, os indivíduos privados de liberdade não contribuem na economia para aumentar a qualidade do estabelecimento. Assim, é mister uma reforma na sociedade hodierna.
Portanto, é indubitável o auxílio da máquina pública na resolução desse empecilho. Para isso, o Governo Federal deve reestruturar os presídios do Brasil, por meio da criação de empregos para os presos em obras e trabalhos braçais de seu Estado com uma remuneração como incentivo, a fim de ocupá-los em algo que agrege na sua resocialização e contribua no desenvolvimento da nação brasileira. Com essas e outras medidas, será possível uma evolução nacional.