Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2021
No livro “Reminiscências das Prisões”, o escritor Graciliano Ramos que esteve preso durante o Regime do Estado Novo - relatando os maus-tratos diários, as precárias condições de saneamento e a falta de humanidade vivenciadas nas prisões. Da mesma forma, os fatores acima mencionados ainda existem no sistema prisional atual. Nesse sentido, as ações do governo e da sociedade são fundamentais para a solução desse problema.
Não há dúvida de que a lentidão e a ineficiência da justiça contribuíram muito para a superlotação e as más condições dos detidos. Segundo levantamento do InfoPen (Informações Prisionais), 47,9% dos casos foram crimes hediondos, que envolveram grande número de detentos e, portanto, se assemelharam aos motins de Manaus em janeiro. É claro que essas cenas obscurecem a estrutura atual e explicam a negligência de nosso maestro.
Além disso, devido à falta de recursos para essa classe, o sistema prisional defeituoso continua crescendo. Não há dúvida de que o estereótipo de que “bons criminosos são criminosos mortos” pregado por muitas pessoas tem influência decisiva na ressocialização de seus respectivos indivíduos. No entanto, se essa forma de pensar não for reprimida, será difícil para os indivíduos se reintegrarem na sociedade e cometerem crimes novamente.
Portanto, para reverter esse quadro, o governo deve investir na ampliação dos presídios para evitar a superlotação e, como solução paliativa, transformar os ginásios desocupados, agregar as medidas de proteção necessárias e permitir que os presos os ocupem, reduzindo a pressão atual. Meias. Além disso, tornou-se viável a implementação da Lei Lei nº 6.977 / 10, que contempla medidas trabalhistas que envolvem presidiários em atividades profissionais, com o objetivo de reintegrá-los à sociedade. Só assim a ideia de revolução na prisão deixa de ser utopia.