Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

Segundo o filósofo Michael Foucault, o sistema prisional deveria ter caráter disciplinatório, privando os infratores de sua liberdade para isso. Porém, no Brasil esse sistema se afasta da proposta do filósofo por sofrer com diversos problemas estruturais e ideológicos, como superlotação nos presídios, condições de higienes precárias e falta de tentativa de ressocialização dos detentos.

Um evento que demonstra a gravidade dos entraves sofridos pelo sistema carcerário brasileiro é o “massacre de Carandiru”. O fato ocorreu na penitenciária da cidade de mesmo nome, na qual, por conta de uma rebelião, 111 presos foram mortos, deixando um cenário sangrento como resultado. Este acontecimento exemplifica a falha do estado em tutelar pessoas e um claro abuso contra os Direitos Humanos dos presidiários.

Além disso, é evidente a tentativa chula de reinserção na sociedade oferecida pelo formato vigente à poulação carcerária. Isso ocorre pois os indivíduos privados de liberdade não recebem apoio psicológico ou ferramentas efetivas para sua volta à comunidade, reforçando sua marginalização do lado de fora.

Portanto, mostra-se evidente a necessidade de ação do estado, que deve instruir e treinar de modo mais qualificado os agentes penitenciários e policiais. A fim de um melhor controle e organização dos presídios, também em busca de se evitarem situações como a de Carandiru. Também é de suma importância que as unidades penitenciárias  ofereçam cursos técnicos e profissionalizantes, bem como apoio psicológico necessário aos presos. Visando  cada vez mais brasileiros capacitados para retornarem à vida em coletivo após cumprirem suas penas.