Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

Sistema carcerário brasileiro

O filósofo Thomas Hobbes afirmava que “o homem é o lobo do próprio homem”, o que significa que o ser humano é inimigo dele mesmo. Esta frase reflete muito em questões sociais, e por conta desta natureza agressiva do homem, o sistema carcerário necessitou ser implantado para o controle destes atos. Entretanto, a carência desse sistema no Brasil se mostra cada vez maior, o que representa um forte problema social.

Em primeiro plano, é necessário notar que o sistema carcerário nacional não está adaptado para as novas situações e aos crescentes indicadores de criminalidade no país. Ademais, com cada vez mais presos, a superlotação começa a ficar aparente, com celas alocando, em certos casos, 150% da sua lotação máxima. Isso leva a rebeliões incontroláveis, pois o número de policiais é incontáveis vezes inferior ao de presos, que se organizam para a realização de motins violentos e destrutivos.

Em segundo plano, o controle sob os detidos não é suficiente, o que facilita o crime organizado dentro das unidades penitenciárias. De acordo com dados levantados pelo El País, mais de 30 facções articulam o crime organizado dentro das cadeias.  Ademais, esta falha por parte do Estado também impede uma ressocialização dos presidiários, que saem da cadeia afiliados ao crime e com mais chances de uma reincidência criminal.

Em suma, é mister que o Estado haja de forma rápida. As soluções para este problema podem se dar com a análise de um melhor plano de controle para estes presídios, havendo a implementação de mais policiais, melhor reestruturação das cadeias, evitando a superlotação de celas e reduzindo as revoltas hoje vistas. Com verba que hoje é mal utilizada, esta reforma carcerária pode ser possível, criando um futuro onde presídios são ferramentas para a criação de novos homens, e não meios para o aumento da criminalidade.