Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

Desde as últimas décadas, o sistema carcerário brasileiro vem sendo alvo de discussões e questionamentos. Superlotação, condições precárias - abordando alimentação, saúde, abusos e violências - e nenhuma perspectiva de ressocialização. A realidade do sistema penitenciário do país, é consequência da realidade vivida pela sociedade até mesmo fora das celas.

Primeiramente, é necessário analisar as condições prisionais dentro e fora do Brasil. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país conta com a quarta maior população carcerária do mundo, ficando atrás, somente, dos Estados Unidos, da China e da Rússia. Nosso país conta, atualmente, com mais de 700 mil pessoas privadas de liberdade pelos mais diversos motivos, entre eles, o tráfico, assassinatos e estupros.

Em segundo lugar, é importante analisar o perfil dos presidiários. Segundo a INFOPEN, mais de 50% dos presídios são constituídos de jovens com menos de 25 anos. Anexando a isto, apenas 7% dos presos terminaram a escola. É nítido onde está o problema. Ao invés de investir em prisões, deve-se prestar atenção nas escolas.

Assim, é notório que, para resolver os problemas penitenciários do país, principalmente a superlotação dos presídios, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, deve investir em educação. Deve-se elaborar projetos inclusivos para todos os setores educacionais - sejam públicos ou privados - incentivando e auxiliando os jovens a chegarem em um futuro promissor, onde as drogas e a violência não sejam vistas como oportunidades, mas sim como um crime.