Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2021
No medievalismo, a igreja católica utilizava as prisões como forma de cumprimento de pena, onde os religiosos eram isolados para refletirem sobre seus pensamentos e ações pecaminosas. Já na atualidade esses lugares tem a finalidade de recuperar o indivíduo para viver em sociedade, entretanto a justiça brasileira tem se encontrado em apuros para executar esse papel, diante do número elevado de presos e da influência do crime orgazinado.
A Lei das Drogas de 2006, é a maior responsável pelo grande crescimento nos presídios do país, em decorrência disso desde do momento que passou a ser aplicada o número de pessoas presas por tráfico de drogas cresceu quase 350%. Além disso, as grandes lotações em presídios é um dos mais graves problemas, visto que muitas das vezes, esses locais não possuem estrutura adequada para abrigar a quantidade de presídiarios nos quais possuem, consequentemente causando uma grande lotação entre os presos.
Há mais de dez anos as unidades prisionais do Estado do Espírito Santo viviam uma situação conturbada, com um cenário de superlotação, escassez de agentes penitenciários e falta de um modelo de gestão. Os detentos chegaram a ser colocados em penitenciárias provisórias, nas quais as celas eram feitas de contêineres o que gerava um calor intolerável e tornava o ambiente nocivo, a situação caótica virou alvo de críticas de juristas e ativistas, que chegaram a denunciar os abusos a organismos internacionais de defesa de direitos humanos.
Portanto para solucionar qualquer problema para o sistema prisional, seja no curto ou longo prazo, depende de investimento e de recursos federais, além de construir mais presídos com tamanhos maiores, para que a super lotação diminua, contratar mais agentes penitenciários para que sempre estejam monitorando tudo evitando que possiveis facções formadas dentro do presídio, acabem brigando entre si.