Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

Obviamente, a crise do sistema prisional é um problema antigo na sociedade brasileira. De fato, à semelhança do que aconteceu em “Reminiscências das Prisões” - livro de Graciliano Ramos que relatava as condições da população carcerária durante o novo regime estadual - pode-se observar que o que aconteceu no passado se repete na prisão. Exibir. Isso pode ser explicado pelo fato de que a construção de prisões não tem sido acompanhada de um aumento contínuo do número de presos, o que tem produzido violência excessiva nas celas, obrigando os presos a sobreviver em condições insalubres.

É importante ressaltar que a negligência do governo com os presos causou uma forte reação na prisão. O massacre de Karandiru em 1992, incidente marcado pela intervenção policial, resultou na morte de 111 presos na invasão da prisão de São Paulo para conter a rebelião. Isso mostra claramente que a superlotação de celas e o conflito entre facções levaram à negligência de esse grupo. Isso prova que as prisões foram abandonadas e as medidas de reintegração dos detidos foram omitidas, o que pode levar a situações de conflito ferozes, e confirma o senso comum de que os presos estão pior saindo da prisão do que para entrar na prisão.

Além disso, os presos precisam sobreviver em condições insalubres, especialmente as mulheres. No livro Prisioneiras Menstruais, Nana Queiroz fala sobre mulheres que são tratadas como homens nas prisões brasileiras e têm que viver sem itens básicos como absorventes internos. Embora o artigo 2º da Constituição garanta que a saúde é um direito social de todas as pessoas, a situação se torna ainda mais delicada para as gestantes que não receberam assistência médica adequada. Na verdade, o governo está agindo tão negligente como se as mulheres não fossem presas, porque os prisioneiros e presidiários devem receber cuidados médicos decentes.

Portanto, são necessárias ações para conter essa crise que atinge todos os brasileiros. O governo federal deve, por meio do Ministério da Saúde, promover um evento quinzenal com a equipe médica do SUS para prestar atendimento médico aos detidos (inclusive mulheres) e prestar atendimento médico básico. Serviços especializados, como ginecologia e cardiologia, para melhorar a qualidade de vida desse grupo. Com isso, serão garantidos os cuidados médicos constitucionais e a dignidade dos presos. Para resolver o problema da superlotação nas celas e reduzir o espaço e a violência no espaço, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também tem a responsabilidade de construir mais prisões. Portanto, a hipótese descrita por Graciliano Ramos em Memórias do Cárcere só acontecerá no passado.