Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2021
Precariedade do regime carcerário
A obra “Memórias do Cárcere”, escrita por Graciliano Ramos, retrata como era sua vida enquanto estava preso durante o Estado Novo, a precariedade do ambiente e de higiene, a degradação da mente humana e os maus tratos são relatados no livro. Teoricamente, mesmo que hoje haja a presença de um Estado não autoritário, ainda há incontáveis relatos de agressão, morte, e falta de saneamento básico nas cadeias brasileiras. No entanto, examinar o contexto educacional e familiar dos detentos é indispensável para avaliar seus reflexos dentro das prisões.
Primeiramente, a maioria das cadeias brasileiras apresentam falta de estrutura, sendo assim a superlotação delas acarreta na desumanização e falta de qualidade de vida. A ocorrência de maus tratos existe tanto entro quanto fora das celas por próprios funcionários, sem contar com a péssima higiene e falta de água potável e até a falta de água potável. Tais fatores provam que a falta de empatia à integridade humana piora cada vez mais as relações de convivência nas cadeias.
Ademais, 34% dos detentos homens não terminaram seus estudos ou vieram de lares totalmente desestabilizados, tal condição afirma que o homem é fruto de seu meio. Portanto, se essas condições não forem combatidas, após deixarem a cadeia, os indivíduos terão enorme dificuldade em se integrarem na sociedade novamente e acabarão aderindo trabalhos informais ou voltaram à vida do crime.
De acordo com os argumentos citados, o tratamento que os detentos tem, ferem gravemente os direitos humanos e precisam ser revertidos. Portanto, os governos federais devem investir na construção de mais cadeias pelo país, a fimde evitar a superlotação delas. Além disso, o Ministério da Educação necessita de fazer parcerias com projetos sociais e introduzir o maior número de crianças possível no ambiente escolar.