Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/10/2021

O desinteresse pelo sistema carcerário brasileiro

Na Grécia Antiga, uma das formas de “punir” alguém era o seu isolamento da sociedade. Baseado nisso, os presídios “isolam” e tentam ressocializar indivíduos que transgrediram alguma lei. Contudo, no Brasil, não são novidade os problemas no sistema carcerário, sendo eles: superlotação, violência, não ressocialização, entre outros. Pensando nisso, podemos associar tais problemas a falta de consideração por parte do Estado a fornecer uma “segunda chance” aos presidiários, e também a falta de investimento em setores de base como a educação.

Para compreender tal problema, primeiramente, devemos refletir a cerca do que leva uma prisão a ter problemas como superlotação e violência. Como dito, uma das causas é a falta de investimento na educação e oportunidades aos jovens. Uma boa formação com acesso a cultura e oportunidades afasta os indivíduos dos males da sociedade e consequentemente, ocorre uma diminuição da necessidade de presídios. É como dito por Paulo Freire, que mesmo com educação pouco a sociedade muda, mas sem ela, muito menos é afetada.

Outro problema do sistema brasileiro é a falta de infraestrutura e ressocialização dos encarcerados. A falta de celas e superlotação dessas, precariza a vivência dos detentos que pode levá-los a aumentar a violência e causar morte de alguns, algo que não é objetivo do presídio. Há ainda a grande falta de interesse e dificuldade de ressocializar um ex-detento, uma vez que as cadeias não possuem estruturas adequadas e que ao sair, o detento dificilmente seria reaceito na sociedade.

Em decorrência do que foi dito, pode-se concluir que o sistema carcerário brasileiro é rondado de inúmeros problemas que tem forte ligação a falta de acesso a educação e oportunidades, as quais levam indivíduos ao crime e geram superlotação e violência nas cadeias. Não obstante, o déficit de interesse na reinserção destes na sociedade é outro grande problema enfrentado. Então, buscando diminuir e acabar com tais adversidades, o Estado juntamente ao Ministério da Educação devem investir nos setores educacionais, em escolas e presídios a fim de dar mais oportunidades a população. Outra forma ainda, é o incentivo a população a evitar estigmas e coerção para maior possibilidade de realocamento desses indivíduos na sociedade.