Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/10/2021
Revisão do sistema carcerário brasileiro
As prisões brasileiras necessitam urgentemente de uma reorganização, pois além de superlotadas, e em crescimento, não promovem uma reabilitação que tire o preso do mundo do crime.
O sistema carcerário brasileiro é o quarto maior do mundo em número de presos. Quarenta por cento desses presos estão ainda aguardando julgamento. Ou seja, talvez nem serão condenados.
A superlotação dos presídios também é um fator que dificulta a desarticulação das organizações criminosas, que mesmo em cárcere conseguem continuar “trabalhando” efetivamente, pois o controle das atividades dos encarcerados dificultada diante da superlotação. Além disto, não promovem a reinserção e reabilitação social dos presos, o que leva os mesmos a continuarem a praticar crimes após cumprirem suas penas. Isto também pode ser consequência do despreparo dos agentes penitenciários e da falta de atividades que promovem uma capacitação para atividades de trabalho.
Nos últimos anos, ainda aumentou muito o número de mulheres presas. Isto leva a uma desestruturação das famílias, que ainda por cima criam filhos sem suas mães e por isto são inseridas no crime ainda muito jovens.
Para tentar minimizar as consequências deste sistema carcerário ineficiente, é importante preparar os agentes carcerários e introduzir treinamentos e atividades profissionalizantes, além de outras formas de pena, como trabalhos comunitários, em saúde, em manutenções públicas, para os presos que apresentem menores riscos e crimes mais leves. Assim poderemos tentar diminuir o problema da superlotação das prisões brasileiras.