Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 08/10/2021
No Brasil atual, o sistema carcerário ainda apresenta algumas falhas quando se diz respeito ao que ocorreu com aqueles que saem dele. Nesse sentido, falha na reinserção do indíviduo na sociedade, tais como no mercado de trabalho por exemplo, se faz muito presente. Portanto, medidas devem ser tomadas para amezinhar o problema.
A princípio, o descaso do poder público em auxiliar os presidiários após o comprimento da pena acentua diretamente na continuidade das violações. Em exemplo disso, o livro “Os miseráveis”, de Victor Hugo, conta a história do personagem principal que de tanto marginalizado pelas pessoas por ser um ex presidiário, volta a roubar como antes de sua condenação. Com isso, torna-se claro que o processo de reabilitação do preso é totalmente falho. Tal ineficiência inibi a capacidade de proteger a sociedade dos crimes, visto que aqueles que os cometem nunca tem a chance de se recuperarem e sim de continuarem na vida criminalizada após a penalização.
Ademais, é evidente a exclusão social do ex presidiário na sociedade brasileira. Isso porque, infelizmente, ainda existe um estereótipo equivocado ao qual as pessoas pensam que o indivíduo, após sair do cárcere, ainda é visto como um criminoso, prejudicando o processo de reinserção na sociedade, uma vez que muitos acabam não conseguindo um emprego, por exemplo. Em contrapartida, em alguns países, como os Estados Unidos, há empresas como a de sorvetes “Bem e ferry’s” que juntamente aos presídios estadunidenses fazem programas para auxiliar os detentos a se reintroduzirem, nesse caso, no mercado de trabalho, sendo destaque por contratar pessoas que saíram da prisão. Com isso, são necessárias ações para que o sistema carcerário brasileiro promova a reintegração dos prisioneiros e não a exclusão dos mesmos como ocorre no exterior.
Mediante essas informações, medidas devem ser tomadas em prol da amenização da problemática. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, auxiliar na vida social de ex presidiários, por meio de programas governamentais – como a Funap -, a fim de certificar a reinserção dos mesmos na sociedade, tanto no trabalho quanto no dia a dia, certificando a oferta de empregos para eles e evitando o ciclo de marginalização daqueles que um dia já foram presos