Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 08/10/2021
Os diversos casos de violência nas prisões do país nos primeiros meses de 2017 evidenciaram um fato bem conhecido: o sistema prisional brasileiro é falho e precisa ser mudado. Superlotação, violência, incapacidade dos prisioneiros de se reintegrarem à sociedade e a formação de facções criminosas são algumas das muitas questões que precisam ser discutidas e resolvidas com urgência para o benefício da sociedade como um todo. Rousseau disse: “O homem nasce e a sociedade o corrompe.” De acordo com essa ideia, as prisões devem ser usadas como uma espécie de isolamento social para salvar bons valores. No entanto, o alto índice de violência e o grande número de reincidentes mostram que isso não aconteceu de fato no Brasil. Provavelmente devido à falta de assistência socioeducativa e programas de reabilitação psicológica e formação profissional.
Além disso, a superlotação e a falta de treinamento de muitos agentes penitenciários e as condições que lhes são impostas são preocupantes. O aumento da criminalidade é consequência direta da qualidade da educação nacional, portanto, no longo prazo, somente aumentando o investimento e a atenção à educação pública é que esse problema de superlotação pode ser resolvido.
Para os agentes, eles devem estar mais bem preparados por meio de cursos de capacitação e orientação psicológica para lidar com as mais diversas situações que irão enfrentar. Portanto, concluiu-se que, para o desempenho de suas funções, o sistema prisional brasileiro deve sofrer modificações. Para tanto, o governo deve criar programas de reabilitação social, em vez de tratar os prisioneiros simplesmente como indivíduos esquecidos em suas celas.Além disso, deve fortalecer a formação dos profissionais que lidam diretamente com os presos e, o mais importante, investir na educação, o que reduzirá o número de criminosos e todas as demais questões a eles relacionadas.