Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 08/10/2021

O carcerário brasileiro

O sistema prisional brasileiro encontra diversas falhas, com destaque na superlotação carcerária. O país tem uma alta taxa de presidiários, o que ocasiona em 166% de lotação dos presídios. Isso porque, há uma falta de escolarização adequada do país, o que se relaciona com os altos números de criminosos e, consequentemente, aos altos índices de presidiários. Além disso, a desigualdade social fortalece esses índices, devido principalmente à falta de oportunidades de emprego. Logo, é necessário intervenções para a redução da superlotação no sistema prisional brasileiro.

Em primeiro lugar, a falta de escolarização adequada influencia nos altos índices de prisioneiros, pelo fato dos indivíduos perderem oportunidades de trabalho e optarem por praticar crimes. No Brasil, os crimes mais cometidos estão relacionados a formas de se obter dinheiro, os principais são: tráfico de drogas, roubo e furto. E a taxa de brasileiros sem escolaridade adequada é de mais de 50% da população, de acordo com o IBGE. Assim, como dito por Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, o aumento da escolaridade poderia reduzir o número de presidiários.

Em segundo lugar, a desigualdade social também influência nas taxas, devido a forte discriminação existente no país. O preconceito com aqueles de classe econômica mais baixa, prejudica na busca de emprego. No país, há mais de 14 milhões de desempregados, de acordo com dados do IBGE, o que faz com que diversas famílias se encontrem em situações de precariedade e busquem outras alternativas, como o crime. Além da discriminação social, há também a racial, onde o desemprego é 71% maior entre negros do que entre brancos.

Portanto, é necessário que sejam tomadas medidas para o aumento da escolarização e a extinção da desigualdade social no país. Tais ações podem ser realizadas pelos órgãos governamentais competentes e podem se concretizar por meio de um maior investimento na educação e aumento do rigor contra a desigualdade social. Dessa forma, a população brasileira encontraria emprego e não iria em busca do crime, diminuindo, assim, a superlotação nos presídios.