Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 28/10/2021
No livro “Estação Carandiru”, o médico Drauzio Varella faz um relato detalhado da experiência que teve ao tratar presos no Brasil. O doutor conta, em seu livro, vários aspectos da realidade cruel e desumana vivida pela população carcerária brasileira. Ainda hoje, essa realidade não sofreu mudanças significativas e muitos problemas persistem, entre eles a falta de boa estrutura e a ineficácia de incentivos para a reintegração dos presos no âmbito socio-economico.
Em primeiro lugar, é importante destacar a importância de uma infraestrutura eficaz. Um dos principais problemas enfrentados é a superlotação e a falta de higiene nos presídios. Celas que abrigam mais que o dobro da quantidade de pessoas previstas aumentam o desconforto e pioram a realidade dos presos, onde precisam dividir onde fazem suas necessidades biológicas e o, já pequeno, lugar para dormir. Consequentemente, há uma má condição sanitária, o que aumenta a proliferação de insetos, roedoes e de doenças com alto índice de contaminação em prisões, como a sarna.
Em segundo lugar, a vida depois do cárcere é árdua e, muitas vezes, as pessoas acabam voltando para o crime. O incentivo ao estudo nas penitenciárias ainda é baixo e, somada a deplorável estruturação, o índice de violência dentro dos presídios aumenta e muitos dos condenados não consideram a possibilidade de se desvincularem do crime e de levarem uma vida plena, pois não são preparados para a reincerção na sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para que esses problemas diminuam. O Governo deve, por meio de investimentos, realizar reformas e construções de novos presídios para que haja uma melhor qualidade de vida dos presos. Além disso, também é necessário que o Governo crie novas oportunidades de trabalho para os presos libertos, por meio de programas, como o Jovem Aprendiz, para que eles sejam reinseridos no mercado de trabalho e que os proporcione inclusão social.