Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 02/03/2022
O escritor Graciliano Ramos, em sua obra “Memórias do Cárcere”, relata as péssimas condições da população carcerária durante o regime do Estado Novo. Nos dias atuais, o sistema penitenciário brasileiro continua extremamente sucateado, os detentos vivem em locais com má infraestrutura e com problemas de superlotação. Ademais, as condições insalubres são ainda piores para as mulheres.
Nesse contexto, é necessário destacar o estado decadente das penitenciarias brasileiras. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, a maioria dos centros de detenção tem uma população que está além da sua capacidade máxima. Além disso, esses locais apresentam condições precárias de higiene, ventilação e alimentação. Dessa forma, fica evidente que a Constituição Cidadã não está sendo respeitada, visto que a mesma garante a integridade física e moral do indivíduo que está cumprindo sua pena em regime fechado. Logo, é indispensável tomar medidas que melhorem as condições de vida desse grupo em situação de risco.
Em segundo lugar, é importante salientar que as mulheres passam por mais dificuldades que os detentos do sexo masculino. Sobre esse assunto, a escritora Nana Queiroz em seu livro “Presos que menstruam”, relata a vida de mulheres encarceradas. Essas cidadãs são constantemente mal tradadas e precisam viver sem acesso a itens básicos, como absorventes. Ademais, as gestantes não recebem o tratamento médico adequado, o que pode gerar complicações no processo de gravidez. Desse modo, é possível observar que os direitos salvaguardados pela Constituição Federal não conseguem alcançar os presídios masculinos e nem os femininos.
Portanto, é fundamental articular ações que ajudem a resolver os problemas do sistema carcerário brasileiro. Para isso, o Governo Federal, órgão responsável pela administração e manutenção do país, deve promover melhorias na infraestrutura e disponibilidade de itens nos presídios, por meio de investimentos diretos, com o intuito de garantir um ambiente humanizado e de acordo com os direitos assegurados pela Constituição. Além disso, é crucial que o Ministério da Saúde crie programas que facilitem que presidiárias consigam consultas com obstetras.