Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 23/08/2017
Entre 1920 e 1940 a Penitenciária do Estado de São Paulo era considerada modelo internacional, dando orgulho à sociedade brasileira pela infraestrutura e por serconsiderada um avanço, esse cenário mudou bastante, atualmente o sistema carcerário envergonha a maioria dos brasílicos. De modo que, os detentos vivem em situações desumanas, por isso é necessário rever a situação social a qual o penitenciário está submetido.
A falta de oportunidade muitas vezes leva aos jovens a entrarem na criminalidade, diantedisso, nessa nação o índice de delinquência é alto, consequentemente o Brasil é um dos países que mais prende pessoas em todo o mundo. Porém, a maioria dos presídios não tem capacidade para receber inúmeros detentos e acabam ficando superlotados como é o caso do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, que segundo uma pesquisa realizada pela ONU em 2015, abrigava mais de 1000 presos quando sua capacidade era de 450.
Além da superlotação, os presos não tem acesso à água potável, assistência medica e são obrigados a viverem sobe condições precárias, ademais, o Governo Brasileiro não age para reverter essa situação, que com o passar dos dias só piora, dessa forma, a maioria dos presos acabam fazendo rebeliões que podem levar até a morte, como aconteceu no Compaj, em Manaus no inicio de 2017, em que mais de 56 presos morreram durante uma rebelião.
Portanto, a maneira que os indivíduos são tratados no cárcere fere os direitos humanos e, dado isso, mudanças são necessárias urgentemente. Dessa maneira, o governo precisa investir na expansão dos presídios para evitar a superlotação, além de promover mudanças no sistema prisional, para que os presos tenham acesso à água potável e assistência medica. Para mais, é necessário resolver a criminalidade resgatando os jovens, afim de que o número de pessoas presas diminua, com projetos sociais que busquem a interação dos juvenis nas periferias e traga mais oportunidades de emprego e educação. Assim, garantiríamos que as condições dos detentos não fossem enfrentadas de forma desumana.