Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 25/08/2017

O Brasil possui um dos maiores PIBs mundiais, mas enfrenta uma grave crise política-administrativa e, consequentemente, falhas no investimento do dinheiro público. Por um lado, o governo aprova propostas constitucionais que congelam os gastos em necessidades básicas diminuindo, assim, os repasses para a formação da base da sociedade. Por outro, enfrenta sérios problemas com o aumento do abismo social, por conseguinte, um crescimento da criminalidade e superlotação dos presídios brasileiros.

Através da mídia é fácil observar como a desigualdade social  influencia nas escolhas exercidas pela população. Boa parte dos encarcerados não possui um elevado grau de escolaridade e, na maioria dos casos, o que os encaminham para o crime é a carência de oportunidades frente a um mercado de trabalho rígido e qualificado.

Concomitantemente, o alto número da população carcerária reflete os problemas enfrentados pelo sistema prisional brasileiro. Devido a lentidão do Judiciário, muitos dos que ocupam as penitenciárias não possuem um veredito, portanto, contribuem com o inchaço dos presídios. Enquanto isso, a qualidade de vida dos detentos despenca drasticamente a cada novo indivíduo encarcerado e os números de mortes e doenças só aumentam com o passar do tempo.

Posto isso, é evidente a péssima distribuição de renda do orçamento público e a má condição de vida populacional dentro e fora das prisões. Uma das medidas para solucionar tal problema, seria a redistribuição das verbas públicas, no qual o Governo investiria maciçamente em escolas e faculdades levando à população carente mais conhecimento e oportunidades. Além disso, outra forma de contribuição para com a diminuição da superlotação carcerária seria a criação de centros educacionais que levassem a esses ex-detentos uma formação profissional, facilitando assim, a integração no mercado de trabalho impedindo-os de voltarem ao crime e se tornarem reincidentes.