Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 26/08/2017
Em 1992, o Brasil vivia um episódio traumatizante em sua história a rebelião do Carandiru deixou 111 presos mortos. Mesmo após 25 anos, conflitos com causas semelhantes ainda são persistentes nos presídios, e um dos principais causadores ocorre pela superlotação, e, ainda a dificuldade de reinseri-los socialmente. Algumas medidas governamentais podem reverter esse quadro se feita corretamente.
Segundo dados do sistema integrado penitenciário do Ministério da Justiça (Infopem), 41% dos que são mantidos presos esperam por julgamento. A lentidão do julgamento dos processos pelo Ministério da Justiça pode gerar consequências irreversíveis. Tal medida não leva em consideração que essa proposta facilita a ocorrência de rebeliões, haja visto que também não tem funcionários suficientes para conter os conflitos. O Brasil é o quarto país do mundo em números de presos, e o único em que esse número só aumenta. O grande embate para obter sucesso na reinserção social dos detentos é um obstáculo quase impossível. Por serem mantidos em presídios muitas vezes sem atendimento de psicólogos, assistência de saúde, e sem programas que desenvolva o convívio social, quando libertos saem muitas vezes raivosos e cometem os mesmos erros ou piores. Logo, vê-se que a falha do governo pode comprometer a segurança de toda a sociedade.
Fica evidente, portanto, que o engajamento dos órgãos governamentais é crucial para melhorar o sistema carcerário brasileiro. O Ministério da justiça pode disponibilizar mais funcionários para acelerar os julgamentos evitando assim a superlotação e possíveis rebeliões. Já o ministério da saúde, pode desenvolver programas que cuidem e fiscalizem toda a assistência dada aos presos, como o atendimento de psicólogos com objetivo de reinserir na sociedade um cidadão mais estável. Dessa forma, a sociedade não passará por nada parecido com o que ocorreu no Carandiru.