Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 28/08/2017

Superlotação. Maus-tratos. Formação de facções. Consumo de drogas. Rebeliões. Reeducação social? Embora a priori a teoria seja essa, o sistema prisional brasileiro é falho e está sofrendo uma grave crise educacional, de valores e de segurança. Dessa forma, impossibilitada a eficácia da punição e reabilitação dos infratores. Por isso, Entender e reverter essa mazela é primordial para o bem-estar social e futuro do país.

Primeiramente, o sistema carcerário brasileiro possui uma série de problemas acumulados ao longo do tempo, deixados de lado pelo governo e tolerados pela população. A decadência das necessidades básicas, a má infraestrutura, a falta de fiscalização e manutenção das celas tornou-se realidade comum das penitenciárias do país. Dessa maneira, acreditar em uma reintegração, nessas condições, é uma ideia romantizada e inviável que perdura na sociedade mesmo visto, após a libertação dos detentos, os resultados negativos e ineficazes.

Ademais, o problema não está na quantidade das prisões, mas na qualidade da educação dentro e principalmente fora delas. É um ciclo vicioso, começa com um ensino público precário, reflete na dificuldade de conquistar um emprego e por fim na entrada no mundo do crime, auxiliado, por um conjunto de leis brandas e flexíveis. Com isso, a segurança brasileira torna-se banalizada pelos criminosos, os quais aproveitam as prisões como meio para formar facções e trocar experiências com outros detentos. Logo liberados, são negados e excluídos pela sociedade.

Fica claro, portanto, a urgência das mudanças com efeito de curto e longo prazo no Brasil. O governo deve promover a manutenção e fiscalização das celas, implantando também, bloqueadores de celulares em todas elas. Além disso, com a parceria de ONGs, o esporte e o trabalho precisam fazer parte da rotina dos presidiários. Porém, não bastam apenas medidas internas, é evidente a necessidade do investimento do ensino acessível e de qualidade para todos, pois como afirmou Pitágoras ‘‘Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens’’.