Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 01/06/2022
A “teologia do traste”, elaborada por Manuel de Barros, cuja a principal característica fundamenta-se em perceber as situações frequentemente esquecidas e ignoradas. Mantendo o raciocínio do autor, faz se necessário, portanto, valorizar também os entraves relacionados ao sistema carcerário brasileiro. Assim, urge a necessidade de analisar o alicerces que sustentam a problemática, a citar, a falta de investimento estatal em atividades que reintegrem os ex cativos e o imaginário social que contribui na exclusão dos mesmos.
Em primeira análise, a falta de compromisso do estado em implementar artifícios que reintegrem os ex cativos é um elemento que formenta o entrave. De certo, a ausência de uma formação profissionalizante durante o periodo de encarceramento resulta na exclusão dessa parcela da população. De acordo com o filosofo John Rawls, em sua obra " Uma teoria da Justiça", um estado ético é aquele que oferece recursos financeiros para os setores públicos estimulando igualdade de oportunidades a todos os sujeitos. Sob essa ótica, é claro que o Brasil não é um modelo ao pensamento do escritor, visto que negligência as dificuldades enfrentadas pelos que participam e participaram dos complexos carcerários brasileiros, submentendo- os à periferia social.
Em segunda análise, é evidente a herança ideologíca como a de “bandido bom, é bandido morto!” persiste no imaginário brasileiro. Segundo Foucalt, pensador francês, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismo de controle e coerção, os quais aumentam a subordinção. Seguindo esse raciocínio, constata-se que o discurso hegemonico influenciou a população restringir socialmente os que um dia tiveram conflito com a lei. Desse modo, percebe-se, que o imaginário social contribui para a marginalização dessa parte da população.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas para resoluçaõ do problema. Para tanto, cabe que ao Ministério da Educação promova projetos profissionalizantes em todo o sistema carcerário brasileiro, e que também promova comerciais na rede aberta de televisões, a fim de romper com imaginário social que persiste em excluir os ex encarcerários. Desse modo, a sociedade brasileireira , assim como o autor Manuel Barros, enxergará até mesmo os entraves ignorados e esquecidos