Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 05/09/2017
Realidade Kantiniana
“A educação é o maior e mais difícil problema imposto ao homem”. Essa máxima de Kant nos mostra o obstáculo na qual a instrução é submetida na sociedade. Nesse sentido, não obstante, em meio a insuficiências em âmbitos governamentais e pedagógicos o sistema carcerário cresce precipuamente - constituindo problemas retrógrados e inerciais a serem combatidos.
Primordialmente, é relevante aduzir que a questão penitenciária se mantêm precária sobretudo pela inércia política. Essa questão é evidenciada no desinteresse governamental, especificamente quando considera-se crucial a organização de eventos olímpicos, comparativamente à aludido setor. Destarte, a análoga problemática dá subterfúgio a diversos infortúnios, dentre esses, a superlotação e as más condições aos cativos - viabilizando rebeliões, como a ocorrida no complexo Anísio Jobim, em janeiro de 2017.
Além da questão governamental, ausência de conteúdos morais no âmbito escolar tem promovido diversos impasses. Sob tal óptica, verificamos constantemente a subjugação da classe presidiária por muitos, especialmente quando observamos esteriótipos do caráter: “bandido bom é bandido morto”. Indubitavelmente, supracitada ideologia dificulta drasticamente a transfiguração social dos detentos, haja vista que apenas 27% retorna ao convívio social, conforme mostra a 2° Comarca do Acre.
Fica claro, portanto, que o sistema carcerário ainda é precário devido à inação de nossos regentes e o ideal enraizado em muito. Isto posto, é mister que o Poder Executivo crie uma maior extensão de presídios, bem como a contratação de mais defensores a julgar os casos. No entanto, para sanar a raiz do revés, é importante que o MEC aumente a carga horária nas áreas de Filosofia e Sociologia, para que mudemos nossa visão acerca do mundo. Talvez assim, a educação deixaria de ser um problema, como representado pelo pensamento do Filósofo Immanuel Kant.