Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 06/09/2017
Superlotação. Má administração. Falta de higiene. Saúde precária. São alguns dos problemas enfrentados pelo sistema prisional brasileiro. A falta de investimentos nas penitenciárias brasileiras tem influenciado diretamente no aumento do número de detentos e corroborado para que ex-presidiários voltem a praticar crimes. Desse modo, rever a situação social a qual o penitenciário está submetido é indispensável para que soluções sejam encontradas.
Primeiramente, é preciso encarar que a má infraestrutura na maioria das cadeias faz com que os presos firmem uma luta diária pela sobrevivência. Um dos principais problemas do sistema penitenciário brasileiro é a superlotação. Com a quarta maior população carcerária do mundo, o Brasil possui, segundo o Ministério da Justiça, 622 mil detentos, mas apenas 371 mil vagas. Essa falha ocorre, principalmente, em virtude de uma má administração, na qual presídios acomodam indivíduos em número superior ao da capacidade permitida.
Outro problema vigente é a negligência às condições higiênicas, em especial do público feminino. A jornalista Nana Queiroz, autora do livro “Presos que menstruam”, retratou a realidade de detentas que sofreram com o tratamento idêntico entre os gêneros, sendo excluídos os cuidados íntimos da mulher, em que acesso a absorventes e a acompanhamento ginecológico eram negados.
Portanto, a maneira que os indivíduos são tratados no cárcere fere os direitos humanos e, por isso, mudanças fazem-se urgentes. O governo pode investir na extensão de prisões para evitar, assim, a superlotação. Além disso, atividades pedagógicas ou esportivas, intermediadas por ONGs, darão aos detentos a oportunidade de reinserção social.O acesso à saúde pública é um direito universal, logo, são imprescindíveis equipes médicas e a fiscalização desses cuidados, principalmente em relação à saúde da mulher.