Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 06/09/2017

Crise fruto do esquecimento social.

Celas superlotadas, comida estragada e ratos fazem parte da rotina dos presídios  brasileiros. É lamentável que após 25 anos do massacre de Carandiru a crise no sistema prisional perdure. Dessa forma, os fatores que levam o indivíduo ao mundo do crime e as condições dos presídios precisam ser analisadas.

Em princípio, destaca-se que o Brasil abriga a quarta maior população carcerária do mundo. Mesmo com esse alarmante dado o país não dispõe de políticas efetivas de reitegração dos ex-presídiarios na sociedade. Mas o inverso de tudo isso: Superlotação, condições degradantes de vida, formação de facções e sobrecarga dos agentes penitênciarios. Sendo assim, a má gestão dos presídios faz com que os detentos travem uma luta diária pela sobrevivência.

Ademas, políticas de integração social e igualdade, promovidas pelo Estado, tem se mostrado ineficazes e corroboram para o aumento dos crimes. Tal constatação era defendida por Durkeim que acreditava em fatores exteriores ao indivíduo que o levam a práticar determinadas ações. A exemplo, destaca-se que atualmente, a maior parte dos detentos no país são negros e compõe um grupo históricamente excluído.

Portanto, sabendo que as atuais condições sociais e carcarárias somam-se aos fatores que levam ao aumento da criminalidade, medidas se fazem necessárias. O Estado, como medida provisória e emergencial deve aumentar a capacidade dos presídios e dispor de melhores condições de vida para os presos. As escolas, com o auxílio das ONG´s devem promover oficinas recriativas para promover a inclusão social dos menos favorecidos. Somente assim, com o tempo os presídios voltarão a cumprir seu papel social.