Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 11/09/2017

Os presídios brasileiros apresentam muitas falhas, possivelmente em reflexo da má administração do nosso país, e muitas vezes, eles acabam se tornando uma saída para a população mais pobre conseguir, ao menos, se alimentar. Este grupo, geralmente traz consigo penas mais leves, ou seja, são indivíduos da sociedade que cometeram atos semelhantes a roubo, por exemplo. Mas há também os que recebem uma pena de mais de trinta anos, devido a gravidade de seus crimes, e que, por falta de presídios e excesso de detentos, tendem a voltar para as ruas muito antes que isso.

No caso do primeiro grupo, um problema está atrelado a outro, isto é, enquanto existir desigualdade, existirá um número absurdo de condenados. Excluindo o fator pobreza como algo solucionável, deveria-se, no mínimo, existir uma separação entre os detentos, de forma que aqueles que estão detentos por crimes leves a medianos, estivessem separados daqueles que cometem crimes hediondos, graves. Isto evitaria que a criminalização, fora do presídio, se dissipasse ainda mais e de forma mais concreta, pois, hoje, ocorre entre os presos uma espécie de influência ao mal, que acaba dando as caras somente em liberdade.

Além disso, o governo federal não está dando a devida atenção à situação desse sistema, visto que a verba para a construção de novos presídios depende do mando de alguma autoridade governamental. O ideal é que o preso pague pelos seus crimes, respeitando os anos de detenção que recebeu, e não que seja liberado antes disso. Afinal, o objetivo é que o detento pague pelos atos errados que cometeu e, se aberto estiver, que mude e reconheça estar errado (através de acompanhamento psicológico).

É extremamente necessário que se construa novos presídios, e que as penas sejam levadas a sério. Se quisermos nos distanciar da criminalização, basta começarmos a reconhecer que o sistema carcerário brasileiro merece atenção. Inclusive, merece prioridade. A obrigação é do governo, mas o direito é de todos nós.