Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 12/10/2017
A vida por trás das grades
O sistema prisional brasileiro sofre atualmente uma profunda crise em seu sistema prisional. Este problema está relacionado principalmente com a superlotação do sistema carcerário além do descaso do poder público com o bem estar do preso.
O brasil detêm uma população carcerária de mais de 600 mil pessoas alojadas em apenas 380 mil vagas, são aproximadamente 13 presos para cada 8 vagas. O maior motivo da superlotação se dá pela lentidão dos processos criminais, cerca de 40% dos julgados são absorvidos e mesmo assim muitas pessoas estão presas por não terem um advogado. Estima-se que exista apenas um terço da demanda de defensores públicos disponível no brasil.
Além disto, os presidiários sofrem com a precariedade dos serviços oferecidos nas prisões. Apesar do governo gastar em média R$ 1.600,00\mês por cada preso, o surto de doenças para essa população é constante e as oficinas de reabilitação são mínimas, ao invés deste sistema reeducar o detento e prepara-lo para o mercado de trabalho, as cadeias funcionam como se fossem centros de confinamento humano onde as condições mínimas de vivência não são respeitadas.
Diante disto, é possível afirmar que o sistema carcerário brasileiro não cumpre seu papel de reabilitar os criminosos, muito pelo contrário, os torna-os mais revoltados com o sistema visto que 70% dos condenados voltam a praticar crimes depois da prisão. É necessário uma grande reforma no sistema prisional e criminal, para que em primeira instância a superlotação das prisões sejam amenizadas e com isto se possa trabalhar na melhoria da qualidade de vida dentro dos confinamentos. Com as mudanças necessárias é possível reverter este quadro macabro que é a violência no Brasil.