Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 11/09/2017

O sistema prisional brasileiro há tempos deixou de exercer seu devido papel na sociedade, o qual era restaurar e ressocializar os infratores das leis. E esse sistema se torna mais precário, quando pensamos na qualidade de vida dos presidiários e, no superlotamento, decorrência da falta de investimento na educação e a lentidão do poder judiciário

Segundo Pitágoras, educar as crianças desde os primórdios é a melhor maneira de não punir os adultos futuramente, isso porque a educação defasada, dificulta na inserção do jovem no mercado de trabalho, que juntamente com a falta de fiscalização dos subúrbios, ressalta a ideia de que o crime é a única alternativa de vida, consequentemente o índice de criminalidade aumenta, ideia corroborada por uma pesquisa concebida na USP, cujo tema central era a paralelidade entre falta de educação e aumento do crime.

Além disso, vale ressaltar que, a lentidão do poder judiciário em julgar os processos, colabora com o superlotamento, em razão de infratores de crimes de natureza leve, como agressão verbal, serem influenciados obrigatoriamente, ou não, por infratores de crimes mais graves, a participarem das “escolas do crime”, comumente chamadas de facções, onde é promovida a violência e rebeliões, ocasionando a morte de centenas de pessoas, como ocorreu no início de 2017 em diversos presídios do Brasil.

Portanto, para que haja uma melhora nesse cenário problemático, é necessário o investimento do governo em escolas com o ensino técnico integrado, assim, o aluno sairá mais preparado para o mercado de trabalho e, junto com parcerias entre a escola e empresas privadas ou públicas, promover o programa de estágio entre os melhores alunos. Também é de suma importância a implantação de leis, pelo poder legislativo, onde obrigue os juízes a determinar uma sentença em determinado prazo, visando a agilidade nos processos, caso contrário, ele ficará inapto para trabalhar, ocasionando em sua demissão.