Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 29/09/2017

A atitude criminosa se apresenta quando há uma violação da ética, da lei, da moral e dos bens de um determinado local. Antigamente pessoas que adquiriam tal comportamento eram submetidos a torturas, seguido de execução. Hoje a punição do detento baseia-se na sua ressocialização, no entanto sabe-se que no Brasil esse método é ineficaz e junto com outros fatores, como a falta de defensores contribuem para a crise de superlotação.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo site oglobo existe um deficit de 250 mil vagas e ao todo são 644 mil presos no sistema carcerário. O cenário enfrentado todos os dias pelos presidiários é retratado fielmente na obra de Drauzio Varella, o Carandiru, que demonstra como a superlotação se torna um problema nacional, pois combinada com um sistema de reinserção não eficaz auxilia na proliferação de consequências, como, violência, falta de cuidado com os detentos e formação de facções.

Muitos fatores dificultam a resolução do impasse, depois de uma análise realizada nos dados estatísticos da composição de reclusos nota-se que muitos são provisórios, não foram condenados ainda e acabam ocupando o lugar de uma pessoa que cometeu um crime mais grave, isso acontece pela falta de defensores públicos oferecidos, pois cerca de um terço da população apresenta defesa. Ademais, apesar de muitos defenderem a execução de um presidiário é importante salientar que no Brasil existe uma lei 7.120 artigo 40 que protege os condenados dos possíveis maus tratos.

Portanto, fica claro que é indubitável que uma relação entre governo e população irá amenizar o transtorno. Por parte do governo, seria necessário um aumento na demanda de defensores públicos e uma melhoria na reinserção social porque se o criminoso receber um tratamento desqualificado retorna a sociedade do mesmo jeito que saiu dela, gerando gastos ao próprio país e a população compartilhar a partir da tecnologia a situação em que o presidiário se encontra. “O primeiro passo é o mais importante na evolução do homem ou uma nação”, Oscar Wilde.