Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 18/09/2017
A prisão, que possui capacidade para trinta presos, abriga cem. O jovem, que foi preso por roubo, é constantemente agredido verbalmente pelos agentes penitenciários. O cenário nos denota uma importante e grave discussão: A precariedade do sistema carcerário brasileiro.
Fatores socioculturais e políticos influenciam diretamente a ineficiência do sistema atual. Na sociedade brasileira, onde discursos de ódio ao infrator se fazem rotineiramente presente, é natural que haja um posicionamento indiferente ao sofrimento sofrido por estes. Dessarte, o sentimento de indiferença alimenta justifica, de forma errônea, os tratamentos e baixos investimentos públicos no sistema carcerário por parte dos responsáveis.
Destarte, o problema que é tratado de forma natural por alguns, deve ser visto sob olhar preocupante pelas autoridades, haja em vista, além do desrespeito aos Direitos Humanos, os reflexos traduzidos em ineficiência na ressocialização dos criminosos, transformando as prisões, na verdade, em verdadeiras faculdades do crime.
Urge, portanto, que, analogamente à primeira lei descrita por Newton, a inércia seja quebrada para que haja mudanças o que tange à precariedade do sistema carcerário. Para tanto, as escolas devem inserir uma disciplina que aborde os Direitos Humanos, como forma de, desde cedo, alimentar a alteridade; o Estado, por sua vez, deve aumentar os investimentos a fim de melhorar a infraestrutura dos presídios; ONG’s devem realizar eventos, sob a forma de palestras, para conscientizar os agentes penitenciários com o objetivo de melhorar o tratamento dado aos presos. Assim, a longo prazo, o sistema carcerário brasileiro será um ambiente mais digno e, sobretudo, cumprirá o seu papel de ferramenta para ressocialização.