Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 26/09/2017
Em 1992 se deu início uma rebelião em um dos pavilhões do presídio de Carandiru que se tornaria um dos maiores assassinatos em massa do Brasil, um massacre que gera discussões entre grupos divergentes pelo modo que ocorreu, e que devido ao nosso sistema carcerário, não é um acidente isolado.
A falta de preparo dos agentes penitenciários aliada a superlotação de presídios é o que fomenta que mais casos assim continuem acontecendo por todo o país. Um governo que tende a se preocupar mais com medidas corretivas do que preventivas está fadado ao fracasso, sendo ilustrado pela famosa citação de Pitágoras, “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”.
Ademais, o grande número de presos provisórios aguardando julgamento em penitenciárias, números chegam a 40%, acaba contribuindo para a formação de uma “escola do crime” onde detentos, que se julgados poderiam ter penas alternativas, ficam em contato com grandes criminosos e acabam não tendo outra opção, visto que, não há perspectiva de ressocialização para ex-presidiários.
Portanto medidas são necessárias, investimentos em educação que permitam que o jovem saia do Ensino Médio capacitado para ingressar em uma faculdade, ou ainda que tenha ensino técnico voltado para o mercado de trabalho para que, então, não precise de meios ilícitos para se manter. Associadamente a um Poder Judiciário que se preocupa em agilizar os julgamentos de presos provisórios. Além de medidas pedagógicas e esportivas, em parcerias com ONG’s, que possam dar aos presos a esperança de uma vida pós-cárcere.