Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 07/10/2022

De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, uma “instituição zumbi”, é um órgão que não cumpre com a sua função ou já não há mais necessidade de existir. Sob essa ótica, no Brasil, é destacado o sistema carcerário que não só deixa de realizar o seu papel no auxílio e reinserção do indivíduo na sociedade, como também acaba o expondo ainda mais à criminalidade.

Atualmente, no mundo, há diversas formas de organização a respeito do sistema carcerário. Ademais, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o país que possui maior taxa de reinserção de pessoas detidas à sociedade é a Noruega. Tal fato ocorre devido ao tratamento apropriado do presidiário e as oportunidades que são garantidas ao fim da pena, assim, diminuindo as chances de um novo delito.

Ademais, salienta-se a fala do escritor e médico Drauzio Varella, que após atuar por anos em presídios brasileiros afirmou que uma das principais falhas no sistema carcerário está na má separação dos detentos, assim, proporcionando um ambiente favorável para que um indivíduo que cometeu um pequeno delito acabe aprendendo e sendo instigado a praticar um delito maior, devido a influência da denominada “escola do crime”, termo usado para definir a situação, no qual o indivíduo é apresentado a formas de cometer um crime.

Em suma, é possível notar que a má administração dos presídios ocasiona problemas maiores, países que tratam de forma mais humanizada os seus detentos possuem uma maior taxa de reinserção, cumprindo assim, o papel da pena, porém, quando tal ação não é realizada, a cadeia atua de forma ainda mais prejudicial. Portando, torna-se necessário que o Departamento Penitenciário realize a melhor separação dos indivíduos, levando em consideração o seu delito, para assim, impedir que o sujeito seja exposto ainda mais à criminalidade. Tal ação melhorará a reinserção dos ex-detentos na sociedade, assim, cumprindo o papel das cadeias.