Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 19/09/2017
A série Norte Americana “Prison Break”, retrata a situação degradante das prisões, a super lotação e o como os presos são tratados durante a sua sentença. Fora das telas, o Brasil vive uma crise carcerária, onde o aumento progressivo da população presa, a falta de julgamentos e reinserção do ex-presidiário no circulo social é um problema. Nesse ângulo, devem ser analisadas as consequências dessa problemática.
É preciso considerar, antes de tudo, sobre a superlotação. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional, nos últimos 25 anos, houve aumento de 90 mil presos para 600 mil. Isso acontece porque o pais tornou-se muito propício ao crime, levando assim, ao aumento na quantidade de presos. Não obstante, a falta de julgamentos e defensores públicos agrava ainda mais a situação já que, dos 600 mil presos, 40% esperam julgamento- o que só agrava a situação das prisões.
Ademais, convém frisar sobre a reinserção do preso no círculo social e na educação. Quando são liberados da sua sentença, os ex-presidiários não tem como se reincerir sozinho na sociedade; já que estereótipos como: ladrão, homem ruim e sem moral, são comumente utilizados pela população que não os aceita de volta. Dessa forma, trabalho e educação ficam totalmente restritos e que, por consequência, acabam voltando para o mundo do crime.
É evidente, portanto, que o sistema carcerário brasileiro é um problema atual. Para o filósofo John Locke, uma coisa é mostrar para o homem que ele está errado a outra é instrui-lo com a verdade. Sendo assim, o Ministério da Educação deve investir em técnicos profissionalizantes para os presos, que apresentarem boa conduta, instruindo-o para conviver bem em sociedade. E após isso deve promover feiras e exposições para mostrar todo o potencial que adquiriram para a sociedade, o que mostrará confiança e aceitação nas empresas. Outrossim a dos Advogados do Brasil, devem enviar defensores públicos para avaliar e julgar os casos que estão trancados, avaliando os casos mais urgentes e também aqueles que não precisam ficar na prisão, que irá reduzir, a curto prazo, a superlotação dos presídios.