Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 25/09/2017

O Brasil é o quarto país que tem mais presos, e esse número só aumenta. Em 1990, era cerca de 90 mil presos, hoje, são 607 mil, aproximadamente. Essa superlotação facilita as fugas e as rebeliões dentro dos presídios, e isso é ruim tanto para os agentes penitenciários, quanto para a população que vira alvo desses bandidos.

Em Manaus, o ano já começou com rebeliões e fugas dentro dos presídios. Segundo o G1, foram 54 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e mais 4 na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), e ainda, 184 foragidos no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat).  Essas rebeliões ocorreram por conta de disputa de território entre facções criminosas.

A estrutura dos presídios está em péssimas condições, facilitando as fugas e pondo em risco os agentes penitenciários. Isso ainda leva a insegurança para fora desses presídios, pois a população fica amedrontada com os acontecidos e as notícias de fuga. Ainda sobre o ocorrido em Manaus, a população ficou com medo de sair nas ruas, as lojas fecharam, ou seja, a população é quem fica presa.

Portanto, é notório que as autoridades precisam investir no sistema carcerário. A Secretária de Segurança, o Ministério da Justiça e o Estado, devem trabalhar na criação de novos presídios, na reforma dos atuais e no fortalecimento da segurança dentro deles. O separamento dos presos também poderia ser trabalhado de acordo com o crime cometido. Além disso, a mídia deve discutir essa crise, seja em rádios, internet, e até em programas, como o da Fátima Bernardes, que é um programa que sempre abre espaço para esse tipo de discussão, levando o assunto para dentro de casa.