Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 01/10/2017

Ainda no século XX, o Brasil assistia ao terrível massacre no presídio Carandiru, que teve como consequência a morte de 112 presos e uma grande discussão sobre o tema. Apesar de tanto tempo, essa realidade novamente persiste, prova disso são as superlotações e as condições desumanas a qual os detentos são expostos, revelando assim a falha do atual sistema carcerário brasileiro.

Em primeiro lugar, é importante analisar diversos casos que agravam a questão.De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça, o Brasil tem a 4° maior população penitenciária do mundo,com 644 mil presos.Essa lotação tem preço alto para o Estado, que já não consegue mais fornecer um bom tratamento a esses detentos e os mantém em condições insalubres, com uma má alimentação, além de uma estrutura  precária nos presídios, fazendo com que os mesmos entrem em constante conflito  para a sobrevivência, seguindo assim o pensamento Hobessiano do homem egoísta.

Diante disso, surgem cada vez novos grupos que se unem e rebelam-se para uma possível fuga das celas ou eliminação de outros presos. Nesse cenário de batalhas, cometem ou se aperfeiçoam nos mesmos erros, tirando assim a possibilidade desses  homens se reabilitarem ou viverem em harmonia com a sociedade, aumentando em cerca de 60% os índices de crimes de reincidência no país.

Torna-se evidente, portanto. a necessidade de medidas para acabar com esse impasse. Para isso,o Estado deve se fazer mais presente na questão, ampliando e reestruturando os presídios para atender a demanda brasileira, visando diminuir o problema das superlotações e as más estruturas. Além disso, é importante que se estabeleça uma parceria com ONG´S, para dar apoio a esses presos com atendimentos médicos, psicológicos e programas de assistência social, promovendo assim fim dos conflitos internos, a ressocialização do homem a longo prazo e uma sociedade mais equilibrada.