Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 09/10/2017
No Brasil, o número de presos e maior, e chega a ser o dobro do número de vagas que uma prisão pode comportar. O número de indivíduos em carcere aumenta temos um terço da população em prisões, 40% são presos provisórios e 60% deles estão sem julgamento, segundo dados do INFOPEN, ( Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias).
Segundo o relatório da INFOPEN, caso o ritmo de encarceramento seja mantido, a população prisional do país ultrapassará a marca de um milhão em 2022. “Em 2075, uma em cada dez pessoas estará em situação de privação de liberdade”, isso se deve também a prisões em flagrante, a prisões provisórias, que esses indivíduos que cometem o crime ficam lá dentro sem ter indo ao julgamento.
Nesse ambiente do carcere, o crime organizado encontra espaço para se fortalecer e desenvolver suas atividades. É nas cadeias que facções têm planejado e executado a venda e distribuição de drogas. As prisões também são oportunidades de aliciamento de novos traficantes. Para garantir sua própria sobrevivência, outros presos menos perigosos acabam se submetendo à hierarquia das gangues presentes nos presídios.
A ressocialização dos presos, consiste na humanização da própria execução penal, mas para que isso aconteça e necessário, ter mudanças no sistema, fazendo com que os presos tenham atividades nos presídios, diminuindo a corrupção dos funcionários que permitem a entrada de drogas e celulares, dentre outras mudanças necessárias.
Em suma, se faz necessário soluções paliativas por enquanto que não se tem novas cadeias. É importante, para a inclusão na sociedade, que esse tempo que passaram pressos tenham feito atividades pedagógicas ou esportivas auxiliados por ONGs ou politicas públicas, com isso é a grande chance da oportunidade aos detentos de reinserção social.