Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 02/10/2017

A educação como progresso

As condições de convívio, higiene e a violência encontrada nos presídios brasileiros são alarmantes, tirando assim, a dignidade do indivíduo e dificultando sua ressocialização. De mesmo modo, a sociedade demonstra indiferença e até mesmo pensamentos como pena de morte.

Parafraseando Durkheim - as instituições sociais - Igreja, Estado e escola - exercem um papel fundamental na formação de pensamentos de uma sociedade. Nesse contexto,  visa-se que o senso comum “bandido bom é bandido morto”, provém de um conservadorismo enraizado, no qual, desvaloriza os direitos humanos dos presidiários. Ademais, esse pensamento acarreta no tratamento desumano dentro do sistema carcerário, como a pouca higiene, superlotação e muita violência.

Destarte, o aumento da violência no país tem causado discussões por medidas de segurança no meio virtual. No entanto, a educação e a ressocialização podem diminuir consideravelmente os índices de violência. Exemplo disso, é a Noruega que consegue reabilitar 80% dos presidiários com medidas educativas. Assim como disse Pitágoras, “eduque as crianças e não será necessário castigar os homens”, logo evidencia-se a importância da educação como mecanismo de reabilitação e prevenção da violência.

É imperioso, portanto, que uma intervenção governamental ocorra na obtenção de recursos para  melhorias no tratamento e na infraestrutura dos presídios, tendo o sistema norueguês como inspiração. Ademais, é admissível o incentivo de leituras e a aplicação de palestras que valorizem os direitos humanos e a educação para todos nas escolas. Por fim, a discussão crítica nos meios de comunicação, para que assim talvez, o assunto ganhe força e a reabilitação dos presidiários seja triunfada.