Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 09/10/2017

É necessário considerar que o sistema prisional brasileiro é precário e ineficiente. Um exemplo da situação vivida pela população carcerária pode ser observada no filme Carandiru, que mostra a realidade preocupante vivenciada por essas pessoas, que vivem confinadas em celas em péssimas condições. Essa alarmante situação gera impactos negativos tanto para os presos como para a sociedade, por isso medidas cujo objetivo seja modificar essa triste realidade precisam ser adotadas.

Nesse contexto, é necessário salientar os motivos que contribuem para a manutenção dessa realidade. Primeiramente, deve-se considerar a superlotação dos presídios brasileiros, que abrigam um número muito maior de detentos do que o máximo permitido, o que contribui para a precariedade das condições sanitárias do local, gerando rápida proliferação de doenças, como HVI e Tuberculose. Outro motivo é a ineficiência da função de reintegração social nos presídios, que em muitos casos, não adotam medidas educativas efetivas à ressocialização dos detentos, o que gera altos indices de reincidência criminal.

Em segundo lugar, deve-se frisar as consequências negativas desse processo. O convívio diário nesse ambiente insalubre trás malefícios a saúde do preso, que vai desde doenças a problemas psicológicos, causados pelo estresse constante. Além disso, o ex-detento tem grande dificuldade de reinserção na sociedade e falta de perspectiva de um futuro melhor. Isso se deve, em muitos casos ao preconceito das pessoas e empresas, que deixam de contratar essas pessoas e contribuem para que essas voltem a cometer crimes.

Conclui-se, portanto, que estratégias a fim de alterar o atual cenário caótico do sistema prisional brasileiro precisam ser adotadas. Para isso, é necessário que o governo crie mais bonificações para os defensores públicos, com o objetivo de atrair profissionais para essa área e agilizar os processos de julgamento dos detentos que necessitem desses serviços e libertar aqueles que não forem condenados. Além disso, devem ser ampliadas as parcerias entre empresas e o governo dos estados brasileiros, para a implantação de cursos profissionalizantes e unidades produtivas dentro das penitenciárias, para gerar emprego aos detentos, que terão a oportunidade de redução da pena e ainda irão aprender um ofício, que poderão exercer quando estiver em liberdade.