Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 09/10/2017
Cadeias superlotadas, guerras entre facções criminosas e o fracasso na ressocialização dos detentos são o resumo perfeito do sistema penitenciário brasileiro. Será que o simples ato de prender os marginais e deixa-los em condições sub-humanas é a solução para reduzir a violência do país?
A superlotação das cadeias é uma problemática que contribui para o aumento da violência no território brasileiro, uma vez que 40% dos presos aguarda julgamento e grande parcela não cometeu infrações suficientemente graves para estar encarcerados com os detentos que possuem uma vasta ficha criminal. Logo, indivíduos que não deveriam frequentar as prisões são “contaminados” por membros de facções criminosas e ocupam o pouco espaço que resta nas “masmorras modernas”, contribuindo para a indignação dos presidiários.
Corroborando com as más condições dos presídios, os esquecidos e banalizados pela sociedade brasileira continuam a ter o contato com os criminosos que não foram detidos. Pois o fácil acesso ao celular contribui para que os marginais continuem a praticar atividades ilícitas com membros de facções criminosas e acabam por controlar facilmente as cadeias brasileiras, como ocorreu recentemente em rebeliões que assustaram a população nos estados da Amazônia, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.
A inserção do criminoso na sociedade também é um problema que deve ser resolvido pelos 3 poderes, porque 1/4 dos detentos brasileiros voltam a praticar atividades ilícitas após receber a liberdade. Resultado da falta de preocupação com os infratores e a falsa ideia de que deixa-los em condições precárias por um determinado tempo é a solução para a redução da violência do país.
Portanto para o fim da crise no sistema carcerário brasileiro é necessário que além de deixar os presos provisórios distantes dos criminosos em processo de ressocialização, o Governo deve investir na melhora das instalações nos presídios, adotar atividades culturais para que os criminosos não se sintam esquecidos pela sociedade, diminuir o contato com o meio externo e inserir psicólogos nas cadeias brasileiras para acompanhar a evolução dos indivíduos em recuperação. Com essas medidas, os aterrorizantes 155000 assassinatos anuais podem vir a reduzir drasticamente.